terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Idosos e pessoas com deficiência terão passe livre nos ônibus intermunicipais já em março

Em menos de três meses, os passageiros acima de 65 anos, com renda individual inferior a dois salários mínimos e as pessoas com deficiência terão gratuidade nos ônibus intermunicipais. O governador Antonio Anastasia sancionou, no último sábado, a lei que regulamenta o passe livre para esse público. Com isso, a matéria 493/2011, de autoria do deputado Alencar da Silveira Júnior que foi aprovada em dezembro pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi transformada na Lei 21.121/14. Ela vai entrar em vigor em 1º de março. 

A nova lei determina que cada veículo disponibilize dois lugares destinados às pessoas da terceira idade e deficientes isentos do pagamento da passagem. Para isso, as empresas deverão fazer um cadastramento dos beneficiários. O idoso deverá apresentar, no momento do embarque, documento de identidade com foto, que tenha validade nacional, além do documento que comprove o cadastramento como beneficiário. A solicitação do direito à passagem gratuita deverá ser feita com, no mínimo, 12 horas de antecedência do horário previsto para saída do veículo. 
A gratuidade do transporte para pessoas acima de 65 anos nos ônibus entre as cidades mineiras já é prevista na Lei 10.419, de 1991, mas nunca foi regulamentada. O governo de Minas informou, em outubro de 2013, quando o projeto foi discutido, que a implementação seria inviável, devido à falta de recursos, pois custaria R$ 126 milhões aos cofres públicos mensalmente. A estimativa do governo é que Minas tenha 6 milhões de idosos. O passe livre já funciona em 21 outros estados brasileiros. 

Ao aprovar o projeto de lei, o governador vetou o artigo 9º, que previa a vedação do transporte gratuito de agente fiscal do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), ainda que no exercício de suas funções, nos ônibus intermunicipais. Anastasia justificou que manutenção do dispositivo dificultaria e, em algumas hipóteses, até impediria a efetiva atuação dos agentes fiscais.

O veto será levado a ALMG para ser apreciado pelos deputados. Eles podem manter ou derrubá-lo.

Fonte: EM

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A teoria da mente



Os pesquisadores Uta Frith, do Instituto de Neurociência Cognitiva da Universidade College de Londres, e Simon Baron-Cohen, desenvolveram, na Inglaterra, uma hipótese para compreender o autismo do ponto de vista psicológico: a teoria da mente. Segundo essa tese, a principal anormalidade do autismo é a incapacidade de construir elaborações sobre a mente alheia. Existe no cérebro um circuito neuronal especializado que nos permite pensar sobre nós mesmos e sobre o outro – e assim criar formulações sofisticadas, prevendo o comportamento de seus semelhantes. Essa compreensão oferece respaldo à capacidade de cooperar e aprender com o próximo. Em suma, possibilita a interação social. A maioria das pessoas autistas, no entanto, não compreende que cada um tem os próprios pensamentos e pontos de vista e um modo único de ser. Consequentemente, elas não entendem crenças, emoções e atitudes alheias.

Para explicar alguns sintomas secundários do autismo – hipersensibilidade, ausência de contato visual, aversão a determinados sons – foi criada a teoria do mapa topográfico emocional. Na criança sem o transtorno, as informações sensoriais são enviadas para a amígdala, a porta de entrada do sistema límbico, uma área responsável pelo processamento de emoções. Usando o conhecimento armazenado, a amígdala determina a resposta emocional que deve dar a cada estímulo que recebe e, com o tempo, cria um mapa topográfico dos significados emocionais do ambiente. Naqueles que sofrem do distúrbio do espectro autista, porém, as conexões entre amígdala e áreas sensoriais tendem a apresentar distorções, o que na prática resulta em reações emocionais extremadas a estímulos e fatos sem importância e descaso em relação ao que é fundamental para as outras pessoas.

O texto acima é um trecho da matéria "Pais racionais, crianças autistas". Para ler essa e outras reportagens na íntegra, adquira Mente e Cérebro 249 (Outubro) – Transtorno do pânico

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Aprender uma atividade nova é a melhor forma de ter uma mente saudável


Pesquisadores americanos concluíram que passar a vida fazendo palavras-cruzadas não é suficiente para manter o cérebro de pessoas idosas em forma

Existem muitas provas de que manter o cérebro ativo ajuda na saúde mental de pessoas idosas. Esse benefício, no entanto, não parece ser o mesmo para todas as atividades intelectuais. Segundo um novo estudo americano, aprender uma nova atividade e desafiar a mente o tempo todo é mais eficiente do que insistir em um hábito antigo. Ou seja: passar a vida toda fazendo palavras-cruzadas não será tão benéfico ao cérebro de uma pessoa quanto aprender a fotografar em uma câmera digital de última geração, por exemplo.

O estudo, feito na Universidade do Texas em Dallas, nos Estados Unidos, avaliou 221 pessoas de 60 a 90 anos. Os voluntários foram orientadas a realizar alguma tarefa intelectual 15 horas por semana, durante três meses. Alguns dos participantes aprenderam uma nova atividade, como tirar fotos em câmeras digitais, enquanto outros fizeram atividades que já conheciam, como montar um quebra-cabeça. Outros participantes destinaram esse tempo a eventos sociais, a exemplo de pequenas viagens.

Os autores avaliaram a cognição dos participantes no início do estudo e três meses depois das tarefas. A equipe descobriu que os participantes que aprenderam uma atividade nova apresentaram uma melhora na cognição em comparação ao restante dos voluntários. 

"Os resultados sugerem que o engajamento em alguma atividade por si só não é suficiente. É preciso fazer algo diferente, desafiador e estimulante", diz Denise Park, coordenadora do estudo, publicado no periódico Psychological Science. "Quando você está em uma zona de conforto, pode estar fora de uma zona de melhora para o cérebro."

Fonte: Veja 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Ataques de Pânico


Os ataques de pânico não são uma doença!

Um Estado de pânico é um fenômeno físico resultante do processo de ansiedade. Falamos em pânico quando se sente um nível extremo de ansiedade.
A ansiedade é um fenômeno físico de reação á emoção medo, provocado pela libertação de adrenalina no sangue pelas glândulas supra-renais.
Em momentos de ansiedade é libertada adrenalina em quantidades abundantes preparando o organismo para grandes esforços físicos, estimulando o coração, elevando a tensão arterial, relaxando certos músculos e contraindo outros.

E quando o Pânico é um problema?

Por vezes, como efeito secundário de medicação, drogas ou de debilidades físicas diversas, existe uma libertação de adrenalina em excesso causando assim um colapso físico, sentindo-se um estado de Pânico... sem o ser.
Este colapso físico tendo sintomas semelhantes à ansiedade, faz com que a mente acredite poder estar num estado iminente de morte (perigo), e aqui pode iniciar-se o primeiro evento do síndroma do pânico. A partir deste evento isolado de pânico pode gerar-se o medo de sentir novamente o pânico!
Quem sofre desta perturbação sente uma ansiedade máxima em situações inexplicáveis, não conseguindo reconhecer os medos que lhes são inerentes.
A maior parte das vezes, as pessoas que sofrem desta perturbação não são corretamente diagnosticadas devido a dificuldade que muitas vezes existe em detetar este síndroma, o que leva frequentemente a pensar que são apenas episódios de ansiedade simples.

Sintomas mais frequentes:

- Dificuldade respiratória ou sensação de estar a sufocar
- Vertigens, instabilidade ou desmaio
- Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado
- Tremuras ligeiras ou acentuadas
- Sudação
- Falta de ar
- Náuseas, dor de estômago ou diarreia
- Sensação de irrealidade, estranheza ou separação do meio envolvente
- Sensações de adormecimento ou de formigueiros
- Ruborização ou calafrios
- Dor ou incomodidade no peito
- Medo de morrer
- Medo de «tornar-se louco» ou de perder o controlo

Estes sintomas são tão fortes, que ao acreditarmos que vamos morrer, criam-se só por si um trauma inconsciente e resistente que provoca um processo mental profundo e contínuo de afastamento de todas as experiências que interpretamos na altura serem a causa do colapso físico vivido. Como a nossa mente não conseguiu entender que as causas reais deste colapso tiveram na sua origem uma debilidade física, relaciona os fatores externos que aconteceram nesse momento, como por exemplo: o lugar e as circunstâncias onde estavam, os pensamentos que tinham, como experiências agressoras e perturbadoras a evitar no futuro.

Este processo mental errôneo provoca uma ansiedade elevadíssima todas as vezes que se está perante estas experiências consideradas agressoras. As pessoas perturbadas com este síndrome são levadas a pensar que têm fobias diversas quando na verdade o que sentem é um medo extremo de estar expostas a experiências que a mente inconsciente considera como sendo agressoras.
Fonte: Clínica da Mente


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Aposentaria para pessoas com deficiência

Vai entrar em vigor, a partir do mês que vem — dia 8 de novembro — a lei que concede aposentadoria especial para pessoas com deficiência no Regime Geral de Previdência Social. A proposta foi apresentada em 2005 e foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em maio deste ano.



A medida determina a redução da idade e do tempo de contribuição para a concessão da aposentadoria ao segurado com deficiência, dependendo de sua gravidade.

De acordo com o texto, o termo se aplica a pessoas com impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais.

Segundo a Lei Complementar, no caso de deficiência grave o tempo de contribuição à Previdência Social é reduzido em dez anos – ficando em 25 anos para homens e 20 para mulheres. Em casos de deficiência moderada, o tempo necessário para a aposentadoria passa a ser de 29 anos para os homens e 24 para as mulheres. Em casos leves, 33 e 28 anos, respectivamente.

Fonte: O Regional

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Paralisia Cerebral


Definição

A Paralisia Cerebral consiste em um grupo heterogêneo de condições patológicas não-progressivas do movimento e da postura, que se manifestam no início da vida, atribuídas à várias etiologias, conhecidas e desconhecidas, envolvendo o cérebro imaturo.

O paciente permanece o período integral na instituição retornando ao final do dia para o convívio familiar.

Causas e Tipos

No que diz respeito às causas, elas podem ser atribuídas:

1. Pré-natais: aquelas que ocorrem antes do nascimento
2. Peri-natais: aquelas que ocorrem durante o nascimento
3. Pós-natais: aquelas que ocorrem após o nascimento
Há ainda aquelas desconhecidas, nas quais não se consegue detectar a causa ou etiologia.

Quanto aos tipos de Paralisia Cerebral, são fundamentalmente quatro:

- Espástico
- Atetósico
- Atáxico
- Flácido
O mais comum é o tipo Espástico e o mais raro é o tipo Flácido.

Tratamento

Quanto ao tratamento, este consiste em atendimento de uma equipe multidisciplinar, envolvendo neuro-pediatra, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo, fonoaudióloga e algumas vezes professores especializados.

Casos há que necessitam suporte medicamentoso, quando existe associação de Paralisia Cerebral com Epilepsia ou quando é intensa a espasticidade, sendo então recomendado o uso de relaxantes musculares.

Prevenção

A prevenção da Paralisia Cerebral envolve aspectos os mais diversos, que consistem principalmente em:

- Evitar casamentos consangüíneos;
- Fazer pré-natal regularmente, desde o momento, e até antes, da gravidez;
- Não ingerir bebidas alcoólicas;
- Não usar drogas e evitar o uso de qualquer medicamento;
- Não fumar e evitar contato com fumantes;
- Evitar situações conflitantes que possam levar ao “stress”.

Fonte: Cruz Verde

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

PROJETO DA USP BUSCA ENTENDER AUTISMO COM CÉLULAS DE DENTE DE LEITE

O projeto A Fada do Dente, desenvolvido pela bióloga Patrícia Beltrão Braga, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), da Universidade de São Paulo, em parceria com o professor e neurocientista Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia, arrecada dentes de leite de crianças com autismo. Com as células da polpa do dente, os pesquisadores realizam uma reprogramação celular, transformando-as em células-tronco que são diferenciadas em neurônios. Esse processo permite identificar diferenças biológicas nos neurônios com autismo, estudar seu funcionamento e até mesmo testar drogas. O projeto recebe dentes de crianças de todo o Brasil.



Para liderar o projeto, a pesquisadora aprendeu a técnica de reprogramação celular desenvolvida pelo médico japonês Shinya Yamanaka, vencedor do prêmio Nobel de medicina de 2012. Esse método é capaz de reprogramar uma célula já adulta (no caso células da pele), transformando-a em uma célula-tronco semelhante às embrionárias, ou seja, as células maduras são rejuvenecidas até a fase correspondente a 6 ou 7 dias após a fecundação do óvulo com o espermatozoide.

Patrícia escolheu as células da polpa do dente por ter familiaridade no trabalho com elas e pela facilidade de obtenção. Os testes ainda estão no início, mas já são um avanço em comparação com o que se descobriu nos últimos 20 anos.
Fonte: Revista Crescer