Os ataques de pânico não são uma doença!
Um Estado de pânico é um fenômeno físico resultante do processo de ansiedade. Falamos em pânico quando se sente um nível extremo de ansiedade.
A ansiedade é um fenômeno físico de reação á emoção medo, provocado pela libertação de adrenalina no sangue pelas glândulas supra-renais.
Em momentos de ansiedade é libertada adrenalina em quantidades abundantes preparando o organismo para grandes esforços físicos, estimulando o coração, elevando a tensão arterial, relaxando certos músculos e contraindo outros.
E quando o Pânico é um problema?
Por vezes, como efeito secundário de medicação, drogas ou de debilidades físicas diversas, existe uma libertação de adrenalina em excesso causando assim um colapso físico, sentindo-se um estado de Pânico... sem o ser.
Este colapso físico tendo sintomas semelhantes à ansiedade, faz com que a mente acredite poder estar num estado iminente de morte (perigo), e aqui pode iniciar-se o primeiro evento do síndroma do pânico. A partir deste evento isolado de pânico pode gerar-se o medo de sentir novamente o pânico!
Quem sofre desta perturbação sente uma ansiedade máxima em situações inexplicáveis, não conseguindo reconhecer os medos que lhes são inerentes.
A maior parte das vezes, as pessoas que sofrem desta perturbação não são corretamente diagnosticadas devido a dificuldade que muitas vezes existe em detetar este síndroma, o que leva frequentemente a pensar que são apenas episódios de ansiedade simples.
Sintomas mais frequentes:
- Dificuldade respiratória ou sensação de estar a sufocar
- Vertigens, instabilidade ou desmaio
- Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado
- Tremuras ligeiras ou acentuadas
- Sudação
- Falta de ar
- Náuseas, dor de estômago ou diarreia
- Sensação de irrealidade, estranheza ou separação do meio envolvente
- Sensações de adormecimento ou de formigueiros
- Ruborização ou calafrios
- Dor ou incomodidade no peito
- Medo de morrer
- Medo de «tornar-se louco» ou de perder o controlo
Estes sintomas são tão fortes, que ao acreditarmos que vamos morrer, criam-se só por si um trauma inconsciente e resistente que provoca um processo mental profundo e contínuo de afastamento de todas as experiências que interpretamos na altura serem a causa do colapso físico vivido. Como a nossa mente não conseguiu entender que as causas reais deste colapso tiveram na sua origem uma debilidade física, relaciona os fatores externos que aconteceram nesse momento, como por exemplo: o lugar e as circunstâncias onde estavam, os pensamentos que tinham, como experiências agressoras e perturbadoras a evitar no futuro.
Este processo mental errôneo provoca uma ansiedade elevadíssima todas as vezes que se está perante estas experiências consideradas agressoras. As pessoas perturbadas com este síndrome são levadas a pensar que têm fobias diversas quando na verdade o que sentem é um medo extremo de estar expostas a experiências que a mente inconsciente considera como sendo agressoras.
Fonte: Clínica da Mente

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