O autismo corresponde a um quadro de extrema complexidade que exige que
abordagens multidisciplinares sejam efetivadas visando-se não somente a questão
educacional e da socialização, mas principalmente a questão médica. O
tratamento é complexo, centrando-se em uma abordagem medicamentosa destinada a
redução de sintomas-alvo, representados principalmente por agitação,
agressividade e irritabilidade, que impedem o encaminhamento dos pacientes a
programas de estimulação e educacionais (Assumpção Júnior FB, Pimentel ACM. - 2000).
Para a pessoa com autismo, é fundamental a estruturação do ambiente
como estratégias para reduzir os níveis de angústia, ansiedade, frustração e
distúrbios de comportamento. É importante que se estabeleça rotinas para o
dia-a-dia do autista (hora específicas para o banho, refeições, para realizar
as atividades preferidas, deitar, etc.) e avisar quando vai existir uma mudança
nessas rotinas. O trabalho com o autista pode ocorrer em longo prazo,
principalmente em caso de retardo mental associado e requer muita dedicação e
tolerância, pois a adaptação é um processo complexo e demorado (Alves SG- 2009).

Nenhum comentário:
Postar um comentário